sábado, 12 de março de 2011

I have climbed the highest mountains
I have run through the fields
Only to be with you

I have run I have crawled
I have scaled these city walls
Only to be with you
But I still haven't found
What I'm looking for
But I still haven't found
What I'm looking for

I Still Haven't Found What I'm Looking For
U2



sábado, 5 de março de 2011

Procura

Só não encontramos o que não procuramos.
Mas será mesmo verdade?
Procurei-te por toda a parte, ansiei ver o teu nome escrito nas paredes, nas pontes, nas núvens do céu... Mas não estavas lá... Procurei aqui, ali, debaixo da cama, atrás do sofá... Mas acabei por perceber que só há um local onde possas estar..tu sabes onde, eu também. Será da minha imaginação, serás da minha imaginação? Não...tu estás lá; sempre estiveste e houve momentos em que não te quis ver! Devo ser parva.. E agora sinto-me louca, não consigo descolar o sorriso que me colaste à cara por causa daquela pequena grande insignificância. Sinto-me louca, mas é bom.

Espero ver-te, em breve. No mesmo local, à mesma hora. Espero que não seja preciso continuarmos a procurar, porque, talvez tenhamos já encontrado algo que valha a pena.

terça-feira, 1 de março de 2011

Insignificância - Parte I

dúvida
(derivação regressiva de duvidar)
s. f.
1. Falta de convencimento.
2. Dificuldade em acreditar.
3. Suspeita.
4. Receio.
5. Objecção!Objeção.
6. Ponto não decidido ou que se trata de resolver.
7. Crença vacilante.
8. Cepticismo!Ceticismo.
9. Bras. Questão, disputa.

A dúvida é tudo isto... "Filosofar é estar a caminho", e duvidar faz parte da aprendizagem; precisamos de duvidar para crescer, e é na dúvida que aprendemos... Mas, às vezes, duvido que a dúvida seja uma boa coisa.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Tentativa..

Ao acordar, a inércia tomou conta de mim. Está frio do lado de fora da janela, e do lado de dentro o calor não é suficiente para aquecer o meu coração. Há uma coisa em falta, o puzzle ainda não está completo, o sopro não apagou a vela da noite passada, a vigia não terminou. Hoje sonhei que combatia essa inércia, qual navegante da lua, mas cheguei à conclusão de que é complicado - o combate a esse conceito que as Leis da Física tentam explicar é tão, ou mais penoso, que o combate ao défice das contas públicas.
Os lençóis abraçam-me, como que consolando, apaziguando o meu espírito, mas vejo-me cada vez mais mergulhada num mar de incertezas e de palavras com o prefixo –in. Levanto-me, mas os músculos das minhas pernas parecem não querer colaborar; pego na minha agenda e vejo o que era suposto fazer hoje, e dou por mim cheia de vontade de arrancar a página e não fazer absolutamente nada, como se este dia não existisse, como um mero espaço em branco, espaço vazio, parêntesis. É tão confortável esta inércia. É confortável a ideia de adiar decisões, atitudes… Sinto-me cansada de remar contra a maré, de simplesmente pensar no conceito; sinto-me tão cansada que, insistentemente não me dá vontade de agir, ou de simplesmente reagir. Revolta-me o sentimento, tento lutar contra ele, mas por momentos, descubro que há coisas mais fortes que eu, mais fortes que o meu querer.
A tentativa falhou. Tomo o comprimido e espero que o seu efeito chegue. Seja ele qual for.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Artes ou formas de arte

A arte em mim, chega sempre que tenho um pincel na mão, ou um lápis... A tela é horizonte da minha memória visual, imaginário; o papel, é porto das palavras q até mim vêm... Escrevo o que sinto e o que vejo, e vejo "com os pés e as mãos, e com o nariz e a boca". É bom ver assim, ver o todo; e fingir assim, neste palco.